sábado, 27 de outubro de 2007

Para ser grande, sê inteiro


Para ser grande, sê inteiro

Nada teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és

no mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda brilha,

porque alta vive.



Ricardo Reis

sábado, 25 de agosto de 2007

A Portugal

Com teu verde-escuro e o vermelho escarlate,
a tua esfera armilar, os castelos, o escudo e as quinas…
Guardas na memória uma grande história.

Foste um exemplo mundial com o teu império colonial.
As vitórias, as conquistas, os homens de guerra, os fascistas…
Contra os canhões marchamos,
e agora nem disso nos lembramos!




Será este um país de emoções ou uma terra de frustrações?
Que emanou dos grandes navegadores, ídolos dos descobrimentos
e agora deambula sem norte na rota dos lamentos.

O mar inspira-te a poesia,
mar em que se viveu tormentos,
e que entre a vida e a morte vigia aquilo se passou
e o que o mar não levou.

Como tudo um dia já foi e nada será eterno
Porque o que é imortal nunca acaba…
O mosteiro dos Jerónimos, de Alcobaça, da Batalha
A torre de Belém, dos Clérigos
E esse sem fim de castelos…

Nossa senhora de Fátima, não nos deixe assim…
E esta pátria que é nossa,
guarda-A e defende-A como coisa própria Vossa.

Morreu o Verão com a pressa do Inverno,
mas todos esperamos a Primavera que o Outono veio encobrir,
porque o sol aparece sempre depois da noite sumir…

Ah! Se os homens fossem como o Alegre que sonha o que escreve!
Os ideais estariam acabados
e os sonhos seriam materializados.

Vamos a metade do caminho entre a esperança e a temperança,
entre o sono e o acordar,
de um povo que pescava,
das origens do ser perdidas no infinito da terra lavrada!

Já esqueceram o 25 de Abril?
Quando os homens obraram em união,
sinal da força divina escondida em cada coração,
que em vez de vidas ceifadas vimos cravos nas espingardas.

E do que o 10 Junho significa?
Porque há sempre um português em cada canto do mundo,
uma gente que grita de lá, o eco de fundo…
E apesar do exílio deliberado,
têm a nação repartida e a alma dividida.

E há sempre um imigrante que regressa a Portugal,
e há sempre uma praça e um passeio aos Domingos
e depois da missa, os sinos.
Há sempre as gaivotas,
os protestos e as revoltas…
Haverá sempre o fado e a poesia
e o cheiro a maresia.
A uva o rio e o vinho,
que fazemos com carinho,
para convencer que afinal,
aqui no nosso Portugal,
tudo se faz devagarinho.
O eléctrico que sobe e desce,
indício que nem tudo é o que parece!
Os campos verdes com vento
e a esperança de um novo alento.


É hora de despertar, de deixar nas memórias as vidas
e a existência passada e querer somente recomeçar...
Porque um dia cada um de nós vai adormecer e a vida será legada a alguém que continuará o sonho, para que um dia conceba e honre
o que sonhamos acordados…

Deixo agora com ironia,
uma folha branca vazia,
para escreveres sobre a pátria que muito conquistou um dia…

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Marionetas de um Dogma


Somos marionetas de um dogma na babilónia da nossa existência...
Com perspectivas mais ou menos delimitadas vamo-nos movendo.
Por vezes olhamos na vanguarda e caminhamos em direcção aos limites traçados...outras vezes espreitamos quem está ou progride ao nosso lado…e algumas, contemplamos o chão apreciando particularmente a nossa sombra...
Por trás da alegoria monástica escondem-se, não só características de comportamento, mas também padrões que inconscientemente são cumpridos.
O escrúpulo é utilizado pelas fundações das crenças para manipular os crédulos, fazendo-nos cada vez mais marionetas com maior ou menor intensidade…
Excepcionalmente alteamos o nosso olhar para ver de onde nos vem a força, para avançar e para alcançar os objectivos...
E a nossa vida torna-se tanto mais confusa quanto menos olharmos para o alto...
Desde que nascemos, participamos em ritos que fazem parte das crenças e hábitos da nossa linhagem, do nosso meio envolvente, da nossa sociedade, ligados não só ás devoções como à integração em maquinismos.
Cabe a cada um de nós, decidir e atribuir qual a importância que cada um destes ritos ocupa na nossa vida…porque o alto nem sequer está aquém como parece...
... está aqui, bem dentro de nós!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Intenções


Ontem quis simplesmente atingir o utópico e sorrir...


Ontem quis facilmente chegar onde ninguém chegou e sorrir...


Ontem quis fazer somente fazer o impossível já que o possível foi feito...


Ontem quis ir sem destino…chegar ao limite e perder-me no indefinido…sempre a sorrir


Hoje estou aqui onde quero e não quero estar, porque só estou bem aonde não estou…


Não me perdi no indefinido…não fiz o impossível …só cheguei onde a vida real facilitou...


Mas ainda assim sorrio…

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Mika Relax, Take It Easy

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Took a right to the end of the line
Where no one ever goes.
Ended up on a broken train with nobody I know.
But the pain and the (longings) the same.
(Where the dying
Now I’m lost and I’m screaming for help.)

Relax, take it easy
For there is nothing that we can do.
Relax, take it easy
Blame it on me or blame it on you.

It’s as if I’m scared.
It’s as if I’m terrified.
It’s as if I scared.
It’s as if I’m playing with fire.
Scared.
It’s as if I’m terrified.
Are you scared?
Are we playing with fire?

Relax
There is an answer to the darkest times.
It’s clear we don’t understand but the last thing on my mind
Is to leave you.
I believe that we’re in this together.
Don’t scream – there are so many roads left.

Relax, take it easy
For there is nothing that we can do.
Relax, take it easy
Blame it on me or blame it on you.

Relax, take it easy
For there is nothing that we can do.
Relax, take it easy
Blame it on me or blame it on you.

Relax, take it easy
For there is nothing that we can do.
Relax, take it easy
Blame it on me or blame it on you.

Relax, take it easy
For there is nothing that we can do.
Relax, take it easy
Blame it on me or blame it on you.

It’s as if I’m scared.
It’s as if I’m terrified.
It’s as if I scared.
It’s as if I’m playing with fire.
Scared.
It’s as if I’m terrified.
Are you scared?
Are we playing with fire?

Relax
Relax

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Os lençóis

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranquilo.
Na primeira manhã na casa, enquanto tomava café, a mulher reparou através da janela que uma vizinha pendurava lençóis no quintal.
Que lençois sujos que ela está apendurar na varanda…exclama!
Está a precisar de sabão novo...
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar a roupas!
O marido olhou e ficou calado…
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no quintal e a mulher comentou com o marido:
A nossa vizinha continua a pendurar os lençóis sujos!
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lava roupa!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia o seu discurso, enquanto a vizinha pendurava a sua roupa no quintal.
Passado um mês, a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:
Vê, ela aprendeu a lavar a roupa!
Será que alguma outra vizinha a ensinou??? Porque eu não fiz nada antes...
O marido calmamente respondeu:
Não querida, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela !

E assim é…

Tudo depende da janela, através da qual observamos os factos.
Antes de criticarem, verifiquem se fizeram alguma coisa para contribuir.
Verifiquem os próprios defeitos e limitações.

Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.

Lava a tua vidraça.
Abre a tua janela!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Ausência



É isto que acontece quando não damos uso aos neurónios...






...e abandonamos os Blogs!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Dia da Mulher



Que poder é esse que alguém pensa ter sobre a mulher? Que problema de inferioridade é este que algumas mulheres têm?

Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos.
Ontem era escolhida, hoje é quem escolhe.

Só as mulheres podem desarmar a sociedade.
Porque elas são desarmadas pela própria Natureza. Nascem sem pénis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque tem que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou os grupos urbanos, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz.

Se queremos ser livres, temos que começar por poder escolher, individualmente o que cada uma quer para si. E acabar em primeiro lugar com a guerra dos sexos.

Nos somos naturalmente diferentes…

É a Mulher que inspira a poesia, tanto ou mais que o amor.
É a mulher que tem um sexto-sentido e uma segunda forma de comunicar, o olhar!
É a mulher que prepara a vida dentro de si, que se torna mãe ao dar à luz e depois fica cega com a beleza dos filhos…

Mas a mulher dá a vida mas não pode viver a vida que dá…ensina a vida mas não dá a vida eterna…

Quero com isto dizer que as mulheres têm capacidades infinitas, conseguem fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, mas nem tudo sozinhas.

Como vamos conseguir dar continuidade à vida e a tudo isto se continuarmos nesta luta pelos mesmos lugares dos homens.

Não precisamos de reivindicar direitos de igualdade e oportunidades…nós já temos a casa toda, o bairro inteiro e o mundo aos nossos pés…os homens dependem e sempre dependeram de nós.

Só temos que ter consciência do nosso valor.

Com todo o amor,de uma Mãe, Esposa, Filha, Amiga que é mulher a tempo inteiro…



terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Reflexão

Hoje em dia existem edifícios mais altos e estradas mais largas, porém temos temperamentos pequenos e pontos de vista mais estreitos.

Gastamos mais, porém desfrutamos menos.

Temos casas maiores, porém famílias menores.

Temos mais compromissos, porém menos tempo.

Temos mais conhecimentos, porém menos discernimento.

Temos mais remédios, porém menos saúde.

Multiplicamos os nossos bens, porém reduzimos os nossos valores humanos.

Falamos demais, amamos pouco e odiamos muito.

Chegamos à Lua, porém temos problemas para atravessar a rua e conhecer nosso vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, porém não o interior.

Temos dinheiro, porém menos moral . . .

É tempo de mais liberdade, porém de menos alegrias . .

Tempo muita comida, porém menos vitaminas...

Temos casas mais bonitas, porém de lares desfeitos.

Mais vale então…

Não deixar nada " para uma ocasião especial ", porque cada dia que nós vivemos é uma ocasião especial.
Passar mais tempo com a família e com os amigos, comer a nossa comida preferida…

A vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados, não apenas para sobreviver.

Vamos usar os copos de cristal, o nosso perfume preferido sempre que nos apetecer…
e principalmente sair de casa para ir ter com os amigos ou passear na praia em vez de estar sempre a arrumar a casa…

Digam aos vossos familiares e amigos o quanto os amam…hoje…amanha pode ser tarde de mais…

Não vamos adiar mais nada daquilo que enche a nossa vida sorrisos e alegria.


Cada dia, hora e minuto são especiais . . . e não sabemos se será o último . . .

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Free Me

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A música é dos Goldfinger feita especialmente para esta causa…

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Parabéns ao SIM!

Estes parabéns são sobretudo à mudança e abertura de mentalidade dos portugueses que votaram.
Ganhou principalmente a dignidade e a liberdade, mas devo aqui salientar, embora triste (56,4% Abstenção), que sem responsabilidade (não votar) não podemos exigir liberdade.
O SIM ganhou para que haja uma resposta diferente às medidas a tomar.
Ganhamos sem apelar à emoção, ganhamos sem precisar de mostrar imagem chocantes e ganhamos sem precisar de dizer que um dia, também alguém que nós conhecemos, já passou por esse triste dilema de ter que decidir se fazia ou não um aborto, mas ganhamos todos, directa ou indirectamente…
Agora vamos poder poupar também as vidas das mulheres que abortavam clandestinamente, uma vez que foi tão discutido o direito á vida…
O NÃO, deve considerar a decisão dos portugueses também como uma vitória, na medida em terá a oportunidade de provar que pode e deve continuar com as supostas ajudas que prestam às mulheres que decidiram não abortar.
Esta deveria ser a decisão que todas nós deveríamos tomar, mas como tal não acontece, por todos os motivos que já referi na minha última publicação que me levaram a votar SIM, felizmente a partir de agora as mulheres não irão ser perseguidas nem julgadas.
Agora SIM, temos todos a obrigação de tomar uma atitude para propiciar medidas de ajuda e prevenção, nomeadamente Educação Sexual, Educação Social (ou não fosse esta a minha área em formação), planeamento familiar, propagação da informação dos métodos contraceptivos, disponíveis nas escolas, centro de saúde, etc.
Apelar à emoção só tem sentido se for num acto de prevenção e não, como foi, para remediar.
A solução daqui em diante será apostar em medidas concretas e não continuar com os jogos do empurra como até aqui assistimos.
Para concluir, gostava que todos fizéssemos uma reflexão sobre os acontecimentos que envolveram este Referendo e que não nos acomodássemos à vitória sem provar que esta faz sentido.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Aborto

Se o que está em causa é a vida, nomeadamente, direito á vida com qualidade de vida e vida e vida e vida…
E passam imagens de aborto de fetos VS bebés felizes nessas utópicas campanhas a favor do NÃO!!!
Então eu pergunto-me: - Onde estão as imagens das criancinhas que não foram “abortadas” e por sua vez abandonadas ou entregues a essas belas instituições apoiadas pelos votantes do NÃO que nada fazem para melhorar as condições dessas mesmas criancinhas mas sobretudo das mães para quem não deve ser nada fácil tomar tal decisão…
Sim…porque se alguém que quer abortar pede ajuda a alguma dessas instituições, não só é censurado e julgado, como também sai de lá igual ou pior do que chegou. Sim…porque essas instituições NÃO têm capacidade de resposta…

Mas afinal será que Portugal e os portugueses já perceberam o que estamos a discutir aqui? Parece-me que não!

O que estamos aqui a discutir não é de todo o facto de sermos ou não a favor do aborto (gratuito). É sim, não julgar as mulheres que o fazem, independentemente das razões que a levaram a tomar essa difícil decisão.
O que estamos aqui a discutir não é se gostamos de bebés e crianças uns mais do que outros, mas sim, o direito de esse mesmo bebé ou criança de ser desejada.
O que estamos aqui a discutir não é se dá jeito ou é altura própria de ter um filho, é pelo contrário se existem condições sociais psicológicas, familiares e financeiras de proporcionar as necessidades básicas a um filho.
O que está aqui em discussão não é acabar ou incentivar o aborto. O que está aqui em discussão é acabar com o aborto clandestino e a acabar com a penalização da mulher.

A pergunta é esta: «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».

Simples, não acham? Simples é também todos exercermos o nosso poder/dever de voto no próximo dia 11 de Fevereiro.



O que eu acho é que a moral está a decidir pela razão. Ninguém no seu perfeito juízo faz abortos com leviandade (este acto é muito marcante e inesquecível).

Mas porque não há meios contraceptivos 100% seguros e para que todas as crianças do nosso país possam ter o amor, o carinho, a atenção e se sintam desejados, porque acredito serem factores essenciais para a formação de personalidade, para crescerem adultos saudáveis, positivos e felizes EU VOTO SIM!


Preferia nunca ter lido ou ouvido as atrocidades que já li e ouvi, pois há uma realidade ainda mais chocante que o aborto em si. É a mentalidade de uma grande parte dos portugueses.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Sam The Kid - Poetas de Karaoke




Ha ha....percebes?....c'mon



Rapper's hoje em dia sao como a pornografia
nem todos dao tusa porke ha uma oferta em demasia
ofensa a filosofia da nossa imensa minoria
nao curto plagia, fotocopia pirataria
cmg irá variar kem tira a magia original
heyy yoo reflecte e repete cmg hj é mal
só tu sabes o ke usaste e kando o pulso tiver gasto
o topo vai cair em ti nao es bem-vindo como um
padrasto
nao me afasto logo pra baixo cm para-quedas
nao te curto cm apanhador nao curto moedas
nao preciso de regressos cm sucessos
eu faço poesia a maioria faz versos
Eskece os outros mete os pontos nos "i's",
mete os contos no lixo
ou sons posto no disco ouviste
consistencia integridade longevidade na essencia
tens de ter paciencia
EU, pus-me na bixa, preenchi a fixa, ganhei 1a fixa
kando ouvi...kando vi xamar de artista
ha 1ª vista era fixe ter a profissao
sou vocalista de outra lista dos ke pensam ke sao
e relativo td o titulo, toda a afirmaçao
sou criativo e digo-o cm toda a estimaçao
dicçao é importante mas a tua e ficçao
cm dj's ke eu vejo nos pratos mandam "mixao"
sem convicçao,
sinto-me a frente de gente ke tem como influencia uma
so referencia, uma so cançao...
sao limitaçao da escrita ke limita a erecçao
solicitaçao evitam necessitam correcçao...


Refrao:

Dizem ke cantam o hip hop, mas nao dizem nada, vem cm
poesia mas é só fachada
o portugues nao ta cansado eles vem cm o ingles,
eu pratico praticando a nossa lingua outra vez
Seja hip hop, seja rock sao poetas de karaoke
da-s um toke se nao faz block aos poetas de karaoke,
no teu block no teu stock
sao poetas de karaoke, sao poetas de karaoke...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Dedicado a ti…e tu sabes quem és!


Faz-me o favor...


Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada

É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor!
Do que tu.
Não digas nada.

Sê Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.


(Mário Cesariny)

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: <>
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Inauguração!...


Olá…

Hoje nasce o Blog da Sónia…

Para quem sofre de insónias, para quem sofre com a Sónia e também para todos os outros…