terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Reflexão

Hoje em dia existem edifícios mais altos e estradas mais largas, porém temos temperamentos pequenos e pontos de vista mais estreitos.

Gastamos mais, porém desfrutamos menos.

Temos casas maiores, porém famílias menores.

Temos mais compromissos, porém menos tempo.

Temos mais conhecimentos, porém menos discernimento.

Temos mais remédios, porém menos saúde.

Multiplicamos os nossos bens, porém reduzimos os nossos valores humanos.

Falamos demais, amamos pouco e odiamos muito.

Chegamos à Lua, porém temos problemas para atravessar a rua e conhecer nosso vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, porém não o interior.

Temos dinheiro, porém menos moral . . .

É tempo de mais liberdade, porém de menos alegrias . .

Tempo muita comida, porém menos vitaminas...

Temos casas mais bonitas, porém de lares desfeitos.

Mais vale então…

Não deixar nada " para uma ocasião especial ", porque cada dia que nós vivemos é uma ocasião especial.
Passar mais tempo com a família e com os amigos, comer a nossa comida preferida…

A vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados, não apenas para sobreviver.

Vamos usar os copos de cristal, o nosso perfume preferido sempre que nos apetecer…
e principalmente sair de casa para ir ter com os amigos ou passear na praia em vez de estar sempre a arrumar a casa…

Digam aos vossos familiares e amigos o quanto os amam…hoje…amanha pode ser tarde de mais…

Não vamos adiar mais nada daquilo que enche a nossa vida sorrisos e alegria.


Cada dia, hora e minuto são especiais . . . e não sabemos se será o último . . .

1 comentário:

Anónimo disse...

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Sarah Westphal Batista da Silva