domingo, 11 de fevereiro de 2007

Parabéns ao SIM!

Estes parabéns são sobretudo à mudança e abertura de mentalidade dos portugueses que votaram.
Ganhou principalmente a dignidade e a liberdade, mas devo aqui salientar, embora triste (56,4% Abstenção), que sem responsabilidade (não votar) não podemos exigir liberdade.
O SIM ganhou para que haja uma resposta diferente às medidas a tomar.
Ganhamos sem apelar à emoção, ganhamos sem precisar de mostrar imagem chocantes e ganhamos sem precisar de dizer que um dia, também alguém que nós conhecemos, já passou por esse triste dilema de ter que decidir se fazia ou não um aborto, mas ganhamos todos, directa ou indirectamente…
Agora vamos poder poupar também as vidas das mulheres que abortavam clandestinamente, uma vez que foi tão discutido o direito á vida…
O NÃO, deve considerar a decisão dos portugueses também como uma vitória, na medida em terá a oportunidade de provar que pode e deve continuar com as supostas ajudas que prestam às mulheres que decidiram não abortar.
Esta deveria ser a decisão que todas nós deveríamos tomar, mas como tal não acontece, por todos os motivos que já referi na minha última publicação que me levaram a votar SIM, felizmente a partir de agora as mulheres não irão ser perseguidas nem julgadas.
Agora SIM, temos todos a obrigação de tomar uma atitude para propiciar medidas de ajuda e prevenção, nomeadamente Educação Sexual, Educação Social (ou não fosse esta a minha área em formação), planeamento familiar, propagação da informação dos métodos contraceptivos, disponíveis nas escolas, centro de saúde, etc.
Apelar à emoção só tem sentido se for num acto de prevenção e não, como foi, para remediar.
A solução daqui em diante será apostar em medidas concretas e não continuar com os jogos do empurra como até aqui assistimos.
Para concluir, gostava que todos fizéssemos uma reflexão sobre os acontecimentos que envolveram este Referendo e que não nos acomodássemos à vitória sem provar que esta faz sentido.

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